domingo, 27 de fevereiro de 2011

Continue caminhando...

Foto: Mary Paes

São duas as opções que podem nos aproximar ou nos afastar dos nossos objetivos:

Tentar ou não tentar. A persistência é o que nos diferencia dos fracassados.

Não é fácil justificarmos erros, mas os erros são praticamente necessários.

Muitas vezes perdemos tempo, tentando nos desculpar,

quando tudo que devemos fazer é tentar de novo sem medo.

Não quero ser perdoado por nada que fiz!

Se errei por ignorância, então devo sofrer as consequências.

É dignidade, saber perder... Mesmo quando uma vida inteira está em jogo.

São os fracassos que constroem a vida de quem persiste nas batalhas...

Mas, não se perde para sempre... Novos caminhos se fazem a todo instante...

Basta continuar caminhando.


Por Mary Paes


Baile Tudo é Carnaval

Combo Gavin Andrews hoje no Cine Paraíso

O BARCO DO MESTRE


Entre os meses de julho e setembro de 2008, o documentarista canadense Gavin Andrews, radicado no Amapá há 8 anos, percorreu a foz do rio Amazonas entre Pará e Amapá registrando uma das profissões mais antigas e também das mais importantes na Amazônia: a carpintaria naval.

A expedição resultou num filme de beleza artesanal. O Barco do Mestre é um retrato do ofício de homens simples e trabalhadores, encontrados em Breves, Vigia e Abaetetuba, no Pará – os pólos principais da produção desse tipo de embarcações da região.

No lado do Amapá, o filme nos leva ao Elesbão, comunidade estruturada sobre palafitas construídas na margem do rio Amazonas, que tem na fabricação de barcos sua principal fonte de renda, chegando a produzir uma média de dez barcos por mês em seus mais de uma dezena de estaleiros (em tempo: a vila irá passar ainda este ano por um estudo de avaliação pelo IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, para propor seu tombamento como paisagem cultural do Brasil. Este pode ser considerado o primeiro resultado do documentário, visto terem sido seus pesquisadores que apresentaram a comunidade aos diretores do Instituto).

VER-O-PESO

Este documentário é um dos resultados do Inventário de Referências Culturais do Ver-o-Peso, em Belém/PA. A trajetória desse lugar entrelaça-se com a própria história da cidade, não só por seu valor de patrimônio edificado, tombado pelo Iphan em 1977, mas também por sua importância como espaço de trocas comerciais e simbólicas entre diferentes grupos sociais. Nesta obra, o olhar é focado em saberes e fazeres dos muitos trabalhadores do Ver-o-Peso, e revela aspectos centrais de um sistema cultural amazônico baseado em conhecimentos tradicionais associados ao uso de recursos naturais.

Hoje: 27/02/2011
O que? Cine Paraíso
Onde? Largo dos Inocentes- Av. Mendonça Furtado- Centro
Horas? 20h
Quanto? De grátis

http://www.coletivo-palafita.blogspot.com

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

INFIDELIDADE


HOMEM X MULHER

“A infidelidade não está exclusivamente relacionada com o fato de se trair alguém, mas, diretamente ligada em ser infiel consigo mesmo!” Este pensamento, que está longe de ser exclusivo, nos remete à realidade de que é bem mais honesto que sejamos fiéis a nós mesmos, aos nossos princípios, a professar fidelidade, quando se sabe que no mundo em que vivemos essa atitude entre homem e mulher, oscila em uma corda-bamba a uma boa altura e sem redes de proteção que possam evitar possíveis tombos dolorosos e porque não dizer fatais.

Caminhamos tão lentamente para uma igualdade, direitos iguais para ambos os sexos, e podemos dizer que no quesito infidelidade, homens e mulheres concorrem no mesmo páreo. No livro, “Por que os Homens Mentem e as Mulheres Choram”, os autores Allan e Bárbara Pease, mencionam a grande capacidade da mulher em estar atenta a várias situações ao mesmo tempo. Segundo o livro, a mulher possui uma organização mental chamada trilha múltipla, que permite a ela descobrir facilmente as traições do seu companheiro e quando quer ocultar a sua própria infidelidade, é bem mais inteligente e criativa, dificultando ser descoberta. Longe de querer condenar homem ou mulher pelos seus atos infiéis, vale lembrar que somos os resultados das nossas ações, e a lei de Newton “Ação e Reação”, continua valendo e sempre nos pega de surpresa! Enganar alguém, seja lá quem for, não é uma atitude louvável! E quando digo que devemos ser fiéis a nós mesmos , estou dizendo que sejamos capazes de nos colocar no lugar do outro, porque agindo assim, saberemos que a verdade muitas vezes dói, mas é uma dor que passa, enquanto que a mentira, quando descoberta se torna uma ferida sem cura!

Por Mary Paes

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

CINEMANDO NA AMAZÔNIA


No dia 19 de Fevereiro re-estreou o Ponto de exibição Cinemando na Amazônia da ABDeC-AP, em parceria com o Instituto Inova Amapá , um projeto que faz parte do Programa do Ministério da Cultura Cine mais Cultura com o apoio da Programadora Brasil.

As exibições serão todos os sábados às 19 horas no Centro Comunitário do Bairro Nova Esperança. O Cinemando na Amazônia tem o objetivo de exibir a produção independente do cinema nacional, longas nacionais e animações. Dando preferência a produção do Norte, com isso abrir uma janela para que possamos conhecer nossas produções cinematográficas.


Nesse retorno, o Cinemando na Amazônia conta com o apoio do MIS e do FIM que assumiram as atividades de exibição e de divulgação do projeto, dando continuidade à um trabalho que iniciou no ano passado e firma mais um ponto de difusão do áudio-visual no estado do Amapá.

http://fimdecinema.blogspot.com/

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

HUMANA

Foto: Maksuel Martins

Ofender as pessoas é tão fácil, principalmente quando julgamos os outros por nós mesmos!

O respeito humano é fundamental para que não haja injustiças. Ser humano não é simplesmente pertencer à classe dos animais racionais, ser humano é respeitar o outro em suas deficiências.

"Vivemos numa selva onde o ser humano é o animal mais perigoso”.

Não sou uma pessoa fácil de lidar. De Santa, talvez tenha o nome. Sou escorpiana de gênio forte, como diria minha mãe “eita garotinha difícil”, e às vezes levo as coisas muito a sério. Principalmente quando me acusam injustamente. Isso me tira do sério...

Quando me julgam pelo que eu jamais seria, eu viro bicho! Algumas coisas são absolutamente certas em mim, e todos que me conhecem de verdade sabem... Eu não tenho duas caras! Sou irritantemente espontânea, irreverente, não gosto de planejamentos ou regras, sou extremamente desorganizada, mas estas minhas “desqualidades” não fazem de mim uma pessoa leviana ou irresponsável. Sou dona de todas as minhas ações. Não faço nada conscientemente que possa prejudicar alguém.

Costumo amar as pessoas que me cercam, de todo o coração... Mas me decepciono com facilidade. Existem coisas que me irritam... Me irrita o tipo de pessoa que nunca se exalta, nunca sente raiva, nunca tem uma opinião contrária, está sempre dizendo amém. Não gosto de gente boazinha demais, que não se impõe mesmo sabendo que está com a razão!! Mas gosto das pessoas que erram, que esbravejam, que mandam tudo à merda, que quebram a cara, que assumem que erraram, que pedem perdão!! E amo aquelas que perdoam!!!

Eu sou assim... chata, briguenta, cheia de defeitos... E se não fosse assim... Eu não seria HUMANA.

Não há mérito em amar o que todos amam!

“Que me perdoem os que não me entendem”. (Mary Paes)


domingo, 20 de fevereiro de 2011

Domingo tem sessão no Cine Paraíso

Dirty Money (2010)
Direção: Ricardo Koraicho e Alexandre Vianna (fundador da CemporcentoSkate)
Duração: 95 min
Gênero: Documentário

O filme retrata uma geração que revolucionou a cultura de rua no Brasil através do Skateboarding. No começo dos anos 1990, a cena do skate estava falida após um plano econômico do governo que quebrou a indústria. Motivados pelo amor ao skate e uma atitude “faça você mesmo”, os personagens, adolescentes na época, juntaram-SE e lançaram um vídeo caseiro sobre skate que iria mudar as suas vidas para sempre. A fita se chamava Dirty money e foi um sucesso instantâneo: rodou o paí­s e inspirou milhares que compartilhavam o mesmo sonho, tornando-se a pedra fundamental para a reconstrução do skate como esporte e estilo de vida no Brasil.
Dirty Money traz registros raríssimos e de extrema importância não só para a história do skate brasileiro mas para a história da cultura de rua que durante muito tempo foi descriminada e marginalizada e quase desapareceu no inicio da década de 90 mas graças a resistência dos que amam o skate ela prevaleceu e se transformou no 2º esporte mais praticado no Brasil e no mundo.

SERVIÇO
O QUE? Cine Paraíso
QUANDO? sexta-feira (18) às 19h e domingo (20) às 20h.
ONDE? Salão João XXIII - casa paroquial da Igreja de São José, Av. Mendonça Furtado, Largo dos Inocentes, Central.
QUANTO? Gratuito.

Da assessoria Coletivo Palafita http://www.coletivo-palafita.blogspot.com/

Peur(s) Du Noir mostra os piores pesadelos de seus criadores








Peur(s) Du Noir - filme exibido no último sábado no Clube de Cinema

O público permaneceu atento, com a respiração oscilante e os olhos fixos na tela.

“O asqueroso toque de pernas de aranha na pele nua...

Ouvir ruídos inexplicáveis durante a noite...

Uma grande casa vazia na qual você sente uma presença ...

A agulha de uma seringa que se aproxima inexoravelmente ...

Uma coisa morta preservada num frasco com formol...

O olhar de um grande cão que mostra os dentes...”


A sinopse do filme Peur(s) Du Noir, ou em português literal “Medo(s) do Escuro” pode dar uma ideia inicial do que foi a sessão que reuniu aproximadamente 70 pessoas no Clube de Cinema do sábado, 19/02.

O filme francês dirigido e roteirizado por Blutch e Charles Burns é de 2007 e reúne cartunistas franceses e americanos. São 06 contos, que traduzem na tela, em traços branco e preto, os piores pesadelos de seus criadores.


O que chama a atenção no filme é a diferença de estilo de grafismo adotado em cada história, o encaixe perfeito de cada quadro. É uma viagem ao mundo da escuridão. Recheado de suspense e terror.

CLUBE DE CINEMA - Um espaço exclusivo para a sétima arte


O Clube de Cinema é um local de difusão, debates, oficinas e outras ações intrínsecas à sétima arte. O projeto para implantação desse espaço concretizou-se em maio de 2010 por iniciativa do gerente do MIS (Museu da Imagem e do Som) Alexandre Brito e conta hoje com aproximadamente 15 voluntários que doam parte de seu tempo ao desenvolvimento de ações culturais ligadas ao cinema. As sessões acontecem quinzenalmente no auditório do MIS (segundo piso do Teatro das Bacabeiras) com exibições que priorizam obras cinematográficas que não tem espaços nos meios comerciais comuns, embora tenham grande potencial como ferramenta reflexiva e de construção do senso crítico em seus espectadores.

As exibições atraem público de faixa etária variada o que diversifica os focos do debate.


O que é o Clube de Cinema?

O espaço funciona exatamente como um cineclube que no dicionário é definido como uma associação que visa à difusão e ao estudo da arte cinematográfica. Mas um cineclube não é apenas isso. Segundo os responsáveis pelo Movimento Cineclubistas do Brasil, três características, quando juntas, são exclusivas dos cineclubes e os distinguem de qualquer outra atividade com cinema e, ao mesmo tempo, abrangem uma ampla gama de formas e ações, que os cineclubes desenvolveram, nos mais diferentes contextos. Duas delas são muito simples e claras, só se encontram, juntas, num cineclube, e não existe cineclube onde essas características não estiverem presentes. A terceira, menos objetiva, deriva das duas primeiras e pode variar bastante de entidade para entidade. São elas:

1. O cineclube não tem fins lucrativos

2. O cineclube tem uma estrutura democrática

3. O cineclube tem um compromisso cultural e ético.

Resumindo, os espaços que funcionam como cineclubes não são apenas para exibições de filmes, mas tem um compromisso social bem maior que é desenvolvido por meios de suas ações. Os cineclubes produzem fatos novos, interferem em suas comunidades, contribuem para mudar consciências e formar opiniões, além de mobilizar pessoas para questões de relevância social.


Em Macapá o Clube de Cinema conta com parceiros como SESC/AP, Univercinema, ABD&C (Associação Brasileira de Documentaristas e Curtametragistas do Amapá) e FIM (Festival Imagem-Movimento).