quarta-feira, 18 de maio de 2011

Quais atributos definem o que é válido ser guardado no tempo?

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Compondo a programação do MIS-AP para a 9ª Semana nacional de Museus, o professor Ms. Luciano Magnus (UNIFAP) ministrará instigante palestra para discutir as complexidades que se apresentam na atuação de museus no século XXI.
Argumento da palestra do prof. Ms. Luciano Magnus:

Em tempo quando preocupações sobre perdas e permanências a respeito de processos e elementos sócio-culturais parecem se fortalecer, é importante pensar o que vem a ser isso que repercute no contexto do memorialístico e patrimonial.

Pensar é fazer referências, fontes essas que estão no tempo, que influenciam e provocam a memória a pensar não somente até onde essa rememoração alcança, mas igualmente pensar sobre com quais atributos se define o estatuto do que é válido ser guardado no tempo, mas como pensar suas relações com o presente atualizado do que fica e é revivido, mas igualmente suas relações com o futuro. É nesse contexto que se situa a natureza da inquietação do recorte do tema presente.

Se forem validas perguntas pedagógicas e provocadoras: É possível pensar uma memória (enquanto conceito e processo) que guarda em suas dinâmicas discursos pertinentes sobre/ para o futuro? O museu seria o lugar-tempo desses recortes discursivos em concorrência com as narrativas do cotidiano? Uma possibilidade de pensar representações do passado no futuro seria atualizações no presente, coisa que os museus teriam condições de realizar? Diante dessas provocações, vamos refletindo a natureza do que permanece, fica e passa, tendo o espaço museológico esse campo de análise.

Estas e outras provocações, nesta sexta-feira, 20/05, no auditório do MIS (Museu da Imagem e do Som), segundo piso do Teatro das Bacabeiras, às 19h.