sábado, 21 de janeiro de 2012

Apenas uma vez, um filme, uma trilha...


Apenas Uma Vez (ONCE) no Clube de Cinema

Algo neste filme... me prende... me emociona... me inspira!!! 

   
foto: maksuel martins

Depois do filme rolou uma conversa sobre as impressões do público 
em relação ao filme exibido

foto: maksuel martins

Alguém (que não me lembro quem, mas que não fui eu) disse que todo filme, seja ficção ou não, é uma realidade enquanto não chega ao seu final. Essa frase faz sentido quando o filme te envolve tão completamente a ponto de te fazer esquecer de tudo a seu redor... e te permitir viver apenas a história... 

Se você vive, você sente, se você sente é real (a afirmação não é uma verdade absoluta, aliás, nada na vida é absoluto)!! “Apenas uma vez” é assim... um filme simples, de baixo orçamento, sem grandes pretensões no mundo cinematográfico, mas que encanta, justamente por fugir dos roteiros românticos previsíveis. 

 Foto: site eu adoro cinema

Os protagonistas não têm um nome (proposital?), a trilha sonora conduz toda a história, as cenas são gravadas tão naturalmente (câmera na mão? É o que parece) os atores Glen Hansard e Markéta Inglová emprestam aos personagens uma aura doce e tranquila, apesar dos fantasmas que os assombram... 


Foto: site eu adoro cinema

Os laços que os une é a música, mas a gente espera que seja mais que isso!! A gente espera que eles se beijem... e em alguns momentos... parece que vai acontecer... ele se aproxima, ele a olha nos olhos... ela retribui o olhar, mas ... não... não foi desta vez!!! Ela é apenas um anjo que apareceu para lhe dar a segurança que ele não tinha em si mesmo!!! O romance é velado.

Sobre... 

O diretor Jhon Carney, é um velho amigo de Hansard, tocaram juntos na banda inglesa The Frames, onde Carney era baixista. O filme nasceu da idéia de se fazer uma trilha para um filme ainda sem roteiro definido, e que depois de uma profunda imersão entre letras e notas (literalmente) surgiram 10 canções originais e um roteiro de 60 páginas (filmado em poucos dias). Não é por acaso que as canções contam a história de cada personagem. O argumento está nas letras e na sonoridade da trilha. 

O filme, lançado na Irlanda em 2006, deu tão certo que chegou a ser premiado com o Oscar de melhor canção original (Falling Slowly), teve duas indicações para o Grammy para a categoria melhor trilha sonora e melhor canção original. Foi premiado como melhor filme estrangeiro no Independent Spirit Awards e levou o prêmio de público no Sundance Filmes Festival. O filme é classificado como um drama, mas para mim é puro romantismo. Lindo de ver e de ouvir!!!!! 

foto: maksuel martins
(Debate)

 A equipe agradece a presença e convida para as próximas sessões que rolam quinzenalmente no auditório do Museu da Imagem e do Som do Amapá. A entrada é livre (de grátis, não paga nada, rs)!!! 


Nunca termina quando acaba!!!! 

Por Mary Paes